“Um vestido para Lia” na Programadora Brasil

Comemoro  o fato do meu curta,  “UM VESTIDO PARA LIA”, ter sido incluído no acervo da Programadora Brasil, (Programa 249 – Curta criança).  O bom é que  o filme chegará em diversos lugares  e certamente será exibido  em cines e cineclubes, nos mais diversos espaços desse Brasil continental.

Realizada pela Cinemateca Brasileira, através da Sociedade Amigos da Cinemateca, a Programadora Brasil é uma politica pública de grande importância pois disponibiliza filmes para cineclubes e demais programas de difusão. Uma ação da da Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura.

No final do ano de 2011,  125 novos filmes e vídeos organizados em mais 41 programas (DVDs) foram  disponibilizados  pela Programadora Brasil. Deste modo, o acervo alcançou os 825 títulos em seu total.

Trecho da Crítica sobre “Um vestido para Lia”, por  Neusa Barbosa*
(…) Se, por um lado,  a injeção de realidade no ambiente infantil acarreta conflitos e limites para a sua liberdade – como a falta de um vestido novo de festa para Lia (Fabrícia Avelino), a filha da costureira super-ocupada (Diva Gonçalves); (…)   há notável habilidade na trama dos  roteiros para afirmar a resistência de cada um de seus pequenos protagonistas ao não permitir o puro e simples apagamento de seus sonhos. A discreta – ou nem tanto – teimosia de cada um deles determina caminhos para uma negociação que preenche o fluir de cada história com nuanças de humor e poesia, tornando cada uma delas extremamente agradável, sem abrir mão da inteligência.
O contraste marca cada uma dessas  histórias. Em “Um vestido para Lia”, chocam-se a realidade econômica e o sonho vaidoso de brilhar na festa da cidadezinha de uma quase adolescente, afinal amadurecendo para entender que nem tudo que parece novo o é tanto assim.
(*) Crítica de cinema, edita o site Cineweb e colabora com a revista Bravo!, agência Reuters e portal UOL. Autora dos livros Gente de cinema – Woody Allen e Fernanda Montenegro – A defesa do mistério.

 

Casa da arte e da cidadania

A Casa da Arte,  comandada por Edna Constant  vem se dedicando a atividade cultural há  quase trinta anos. No inicio era uma galeria que abrigava exposições de artes visuais, desde  2005 passou a fazer parte da Rede de Pontos de Cultura no Programa Cultura Viva, Governo Federal, e se manteve como galeria de arte, mas também ampliou as ações para as crianças da comunidade com aulas de música, pintura  e leituras.

A Casa da Arte está situada no litoral Norte,  bairro de Garça Torta em Maceió/AL. A população local é bem heterogêna,   é um reduto de intelectuais, artistas, ecologistas; na comunidade nativa tem pescadores, donas de casa, artesões, comerciantes e a casa reflete esta mistura de pessoas e de paisagem.

O artista plástico Tito Mendes,  filho de Edna   tem uma colaboração expressiva em várias atividades e criações no espaço, Tito alterna temporadas em Maceió com a passagem em diversos lugares do Brasil e Europa onde faz exposições e se nutre de ideias para novas criações.

Numa visita a Edna Constant, ela  me mostra novos desenhos resultantes de alguma oficina, depois me  conta  sobre uma viagem a Espanha, sobre mistérios do mar, ou me mostra um poema de sua autoria.  É uma mulher sábia, antenada e amorosa,   em nossa conversa sempre ocorre uma troca de energia muito boa. 

Ela também conta de estragos que acontecem em sua volta, do lixo na praia ou do esgoto nas ruas, ou  fala apreensiva sobre a violência no mundo. Edna é uma zeladora do meio ambiente e da paz no mundo.

A energia criativa e acolhedora  faz do lugar um recanto muito especial. Viva a  Casa da Arte, viva Edna Constant.


Encontrei alguns links de textos e materias sobre o trabalho da Casa da Arte e da Edna Constant.

http://www.overmundo.com.br/overblog/a-casa-da-arte-de-dona-edna
http://www.overmundo.com.br/agenda/exposicao-de-fotografias-de-cinema-itinerante-na-casa-da-arte
http://www.cultura.al.gov.br/politicas-e-acoes/sistema-alagoano-de-museus/cadastro-de-museus-de-alagoas/casa-da-arte/
http://gw3-al.com.br/v2/index.php?option=com_content&task=view&id=193&Itemid=28
http://tudonahora.uol.com.br/noticia/cultura/2007/10/02/163/a-teimosa-mulher-de-garca-torta
http://tudonahora.uol.com.br/noticia/cultura/2007/10/02/163/a-teimosa-mulher-de-garca-torta

Como Chegar:
Rua São Pedro, 185, Garça Torta, Maceió – AL.  CEP: 57.033-330.  Tel :  3355-1149

Redes sociais em defesa das crianças

Nas redes sociais (em especial no Facebook e twitter)   tem se espalhado rapidamente uma campanha muito bacana.

Cada usuário tem sido motivado  a trocar sua foto do perfil por um desenho infantil, e de forma divertida cada pessoa faz a escolha, comenta, curte, brinca e são tantas opções boas neste universo imagético.

Participo desta campanha com a certeza que devemos usar todos os meios para chamar atenção e denunciar os abusos e as crueldades, de algum modo auxiliando na proteção à infância.

Mas além de trocar a foto no perfil, sei que é preciso fazer bem mais para enfrentar este problemaço. Uma questão básica é saber quais os meios que temos para sair da omissão?

Não se sabe quando e onde, mas sendo necessário, para denunciar  (abuso sexual, exploração de trabalho infantil, maus tratos, entre outras formas de violência às crianças), a dica básica é ligar para o número 100.

Sim, o número 100 (assim bem simples), Disque Denúncia Nacional de Abuso e Exploração Sexual contra Crianças e Adolescentes, coordenado e executado pela Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República.

Divulgo abaixo o link - Unicef com mais dicas sobre o assunto:
http://www.unicef.org/brazil/pt/activities_10790.htm

No meu perfil do facebook usei uma imagem (de Nataska Conrado),  da  personagem Lia,  do livro Lia Beija-beija com textos de minha autoria, editado pela Ideário Comunicação e Cultura. Quem quiser pode usar  as imagens da Lia em algum perfil ou rede social.

 

“Um outro um” – dez anos

 

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               Faz 10 anos que   a publicação “um outro um” foi produzida,  faz  10 anos dos eventos  que reuniram  literatura e arte contemporânea, posto a memória de textos e imagens.
               O livro foi lançado na X Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro/RJ, no final de maio de 2001.   No “Um outro um”,  poemas curtos são intercalados por Crônicas e imagens,  foi publicado pela Editora Escrituras/ São Paulo. 

               O evento principal se deu em Maceió/AL, no dia 18 de setembro de 2011, no Museu da Imagem e do Som, Misa, Jaraguá.  Contou com uma ambientação inovadora, assinada por Fernando Honaiser, mostrando os signos do livro, com painéis de acrílico transparente. Instalações com espelhos, plotagens, pedras e cortinas de chaves e flores fizeram a composição  visual do evento.

               Contou com sessão de autografos, e perfomances cênicas e audiovisuais de Telma Cesar, Luciano Pontes, Nadja Rocha, Eliza Magna,   Fernando Pontes,  Hermano Figueiredo e Nuno Oliveira.    A organização foi da Ideário Comunicação e Cultura, com a produção de Silvana Chamusca.

              No mês de dezembro de 2011, houve um evento instalação “Um outro um” no Armazem Sebrae, Jaraguá, em Maceió/AL,  onde Telma César, Jorge Schutze e Nadja Rocha realizaram uma perfomance cênica de tirar o fôlego do público, as instações visuais foram concebidas e executadas por Fernando Honaiser  e Hermano Figueiredo, com a produção de Silvana Chamusca.


Trechos do livro:

A calçada, por ser de natureza passiva, não sabe para onde vai cada um dos que pisam sua superfície. Sabe menos ainda sobre o dia e a hora em que se deu o abandono da lua ou o desespero do sol. Mas aceita ser pisada por pés descalços ou calçados de botinas, sandálias, tênis, altos saltos ou rasos; caminhando ou correndo. A calçada recebe tudo sem reclamações, sem computar a quantidade de transeuntes e sem requisitar que lhe deixem alguns trocados para sua recuperação. Apenas cumpre sua função de cimento e pedras.

(…)

Um dia seguindo o outro decifra enigmas. O tempo passando, a água escorrendo, a pedra caindo… Abro os braços e deixo o próximo capítulo acontecer. Num play constante em busca da saída, vou seguindo o rio… Em todo canto aparecem sinalizações de siga em frente. O mais simples vem antes do mais complicado, e, somente na procura, o mais simples é mais difícil. (Do livro UM OUTRO UM . 2001.).


Mais  sobre o livro

Primavera

Quero as imagens da estação mais desejada do ano.
A primavera sempre foi anunciada por campos floridos(paisagem Edições Paulinas), me consolo se tiver um pouco de silêncio, e algumas árvores dando guarida para os passarinhos contarem o segredo deste tempo de transição.

Sonhos para vestir

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“Um vestido para lia” em nova edição

A  história da menina que deseja um vestido para usar na festa da padroeira vem ganhando espaço. O  filme curta-metragem de mesmo nome, tem recebido muitos elogios, o livro foi reeditado e está com um novo visual.  A Nataska Conrado fez o projeto gráfico exuberante e fofísssimo, usando texturas de rendas, fuxicos e acessórios de costura.

O livro infanto-juvenil  ”Um vestido para lia” com textos de minha autoria,    foi  editado a primeira vez no ano de 2005,  pela Ideário, no projeto Letraviva, com a parceria da Universidade Federal de Alagoas e  Eletrobras via Mecenato/Minc. A Ideário, através do Projeto Ponto de Leitura,  tornou realidade   a nova edição do livro, tendo contado com a parceria do Ministério da Cultura e apoio da Algás e   Farmácia Ao Pharmacêutico.

Leia  mais sobre o livro
Clique aqui para saber mais sobre o curta UM VESTIDO PARA LIA

Neste dia das mães

Neste dia, estou geograficamente  longe de minha mãe  que está doente e numa idade bem avançada.  Antes do AVC, ela ficava  sentada na cadeira perto da varanda de seu apartamento em Maceió,  bem  perfumadinha conversava muito e mesmo com mais de 80 anos, ainda cuidava de todos os detalhes da casa e estava sempre atenta ao relógio e de tudo o que acontecia em sua volta,  uma rainha no seu mundo.

A imagem que tenho da minha mãe  é de uma mulher forte, organizada com o controle de seu mundo e cheia de afetos com os filhos.  Minha memória nunca teve  a mesma qualidade, mas lembro dela me mostrando  fotos antigas  e me explicando quem era cada pessoa, contava detalhes  de cada acontecimento importante da família como nascimentos, batizados, casamentos e enterros.  

Fico lembrando de cada festa da família,   Dona Laura  esperava  os  filhos e netos sentada numa das primeiras cadeiras. Quando eu chegava  um tanto atrasada, ela me cobrava mais atenção ao relógio. Nunca vou esquecer como ela me acolheu em momentos difíceis da vida e de como  me ensinou a ser forte.  Neste dia eu agradeço por minha mãe e sua vida tão digna e cheia de fortalezas.

“Um vestido para Lia” na TV Brasil

O filme  “UM VESTIDO PARA LIA”  fará a abertura do Curta Criança desta temporada, na TV Brasil, 17 de abril, domingo, às 10h15min.

 
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Sertão

O meu sertão é frondoso, árido,  iluminado.

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